
Como eu prometi, contarei a minha história, ou tentarei contá-la, para que você entenda um pouco sobre mim, conheça minha vida, meu mundo. Se ela é interessante ou não? Me diga você.
Minha história começa como outra qualquer. A filhinha do papai, de cabelinhos cacheados e vestidinho, andando por aí com todos babando à sua volta. Bailarina, sempre alegre, se dando super bem com todos os amiguinhos da escola. O orgulho da família! Neta preferida de uma, sobrinha preferida de outras...
De repente a história muda de rumo, não sei e nem lembro como, mas minha mãe conta que, aos 4 ou 5 anos, eu fugia das aulas de ballet para jogar futebol com os meninos no campinho de areia em frente à sala de ballet. Ela diz que estranhava que minhas meia-calças chegassem inteiras da escola, mas não sabia de nada, só descobriu porque a mãe de um amiguinho meu falou um dia para ela: “Nossa, como a Andrea está jogando bem futebol, não é?”. Não sei se ela teve algum chilique ou coisa do gênero, só sei que eu continuei jogando futebol, feliz da vida, já respondendo em alto e bom tom à famosa pergunta feita às crianças: “O que você quer ser quando crescer?” com um “ Jogadora de futebol!”.
Acredito que foi nesta mesma época que eu decidi parar de usar vestidos. Lembro perfeitamente como foi, era aniversário do meu irmão, que é 2 anos mais novo que eu. A festa ia ser no McDonald’s e estava frio, devido à época do ano. Minha mãe queria que eu colocasse um vestido que deveria ser de veludo, ou alguma coisa assim, mas eu não queria de jeito nenhum. Afinal, como eu iria brincar e correr pelo parquinho de vestido? É impossível descer - sem preocupações - um escorregador de vestido! Mas acabei perdendo a briga, e, emburrada, fui à festa, de vestido.
Depois dos parabéns e das brincadeiras de aniversário, hora de ir ao parquinho. Eu já estava conformada em estar de vestido, já devia até ter me esquecido que estava usando o dito cujo, mas foi só começar os pulos e correrias pelo parquinho que eu já fiquei incomodada novamente. Claro, eu estava inconformada! Enquanto os amigos do meu irmão conseguiam correr sem nada dificultando, eu estava com um vestido que me fazia esconder, de dois em dois segundos, a calcinha branca que eu estava usando. Era desvantagem! Não podia engatinhar, pular dos brinquedos, correr dentro deles e nem descer no escorregador sem me preocupar. Não sei em qual descida eu estava, mas não foram necessárias muitas para eu ficar de bico novamente e gritar pra mim mesma mentalmente: “Vestido nunca mais!”.
Bom, 10 anos depois tive que usar novamente, 3 vezes, em festas de 15 anos das minhas amigas, só socialmente, óbvio, e só porque eram muito minhas amigas. Mas isto é outra história. Ainda tem muita coisa antes disso...
...
Ósculos e amplexos...

7 comentários:
E quantos anos vocÊ tem hoje? rs assim você mata todas as moças aqui de curiosidade...
Interessante a sua história, ainda bem que tem muito por vir ainda. Aguardarei.
Beijoos
Ah, um vestidinho bacana...sei lá.
Há braços!!
Não fale assim dos vestidos... Deixam as moças tão bonitas, pernocas a mostra, cintura marcada, tão elegante... ;)
Demorei um pouquinho mais para me livrar dos vestidos, fui obrigada - fazendo bico, ficando com a cara vermelha de tanto chorar - a usá-los até meus dez anos!!! Não fui convidada para nenhum baile de debutante (ainda bem!).
Primeira vez aqui, já gostei!
Bjo grande!
Maria!
Fico feliz que você tenha gostado.
Obrigada pelo comentário, e volte sempre...
Espero mais comentários como este...
Ósculos e amplexos...
Li seus posts, e se me permitir a gentileza de te seguir, será um prazer. Voltarei sempre.
Abraços e muita no seu coração.
Demorei mas vim te ver!!! Hoje atualizo toda a minha leitura. Então vc também não gostava de vestidos?! Rsrsrsr Não sei ao certo quando foi q consegui convencer minha mãe de que ninguém merecia me ver de vestido, mas sei que aconteceu e eu nunca mais usei um. Nunca mesmo, nem depois de crescida.
Já estou curiosa pela segunda parte, vou correndo pra lá agora. Beijo-te com carinho, obrigada pela sua presença, em toda parte. Beijo gostoso na bochecha!
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