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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Experiências de minha vida X


Sexta série. Sala nova, alguns professores novos. tutora (professora que acompanhava a gente no período da manhã) nova. Alguns amigos novos, outros ‘’amigos’’ novos. Nada muito diferente dos outros anos. A encheção de saco continuava e aumentava. Xingamentos e ofensas vieram com os ‘’amigos’’ novos.

Uma coisa importante, que jamais esquecerei, aconteceu a partir da metade desse ano, a partir das férias de julho. Peguei um filme na locadora que, pode-se dizer, mudou bastante coisa. Não sei explicar. Sempre gostei de filmes de ação e aventura, aqueles que podem até ser chamados de ‘’filmes de menino’’, e por mais impossíveis que sejam as cenas de alguns, gosto bastante de assistir e viajar com eles – acho que tenho uma ‘’Sindrome de Herói’’ -. Peguei Lara Croft Tomb Raider. Claro, filme de ação com uma mulher foda e linda na capa, mas tudo isso no ‘’inconsciente’’, ou sabe-se lá onde. Uns tempos antes uma amiga minha tinha me chamado para assistir o mesmo filme no cinema, lembrei disso, o que ajudou na minha escolha. Impressionei-me, apaixonei. Depois de ver esse filme fui pesquisar mais sobre ele e sobre a atriz, claro. Mal sabia... A partir daí não fazia outra coisa no computador, era Angelina Jolie para cá, Angelina Jolie para lá. Sites e mais sites sobre ela. Todo o meu tempo no computador era pesquisando sobre ela, salvando fotos e mais fotos dela. Era a mais nova fã da atriz. Fã completamente apaixonada mesmo. Não pensava em outra coisa, não fazia outra coisa, minha vida era isso. ‘’Virei’’ canhota por ela também ser. Coisas até absurdas e, só hoje eu vejo, ridículas, muito ridículas. Por essa história de ‘’ser’’ canhota minha professora de matemática (uma das únicas professoras de matemática que já gostei e me fizeram gostar da matéria. Nunca esquecerei dela.) me deu uma ‘’bronca’’. Umas na verdade. Em uma prova minha ela escreveu: ‘’Escreva com a outra mão, fica melhor’’ ou algo assim. Um dia cheguei em casa e minha mãe estava no meu quarto estudando. Pediu para que eu pegasse um ‘’papel’’ pra ela na sala, embaixo do vaso de flores. Era a prova. ‘’Pronto, me ferrei!’’. Senti que ia levar bronca. Ela perguntou o que era aquilo e tudo mais, se estava fazendo aquilo por causa da Jolie, que não era pra eu fazer aquilo e mais tantas coisas e broncas que levei antes e depois disso, algumas tentativas de ‘’lavagem cerebral’’ e por aí vai...

Acho até que essa prova foi no dia que minha turma perdeu os jogos, que tinham todo ano entre as turmas, de futsal para a turma da minha amiga. Lembro que às vezes desenhava as tatuagens da Jolie nos meus braços - coisa de fã que não tem mais nada com o que se preocupar – e esse foi um desses dias. Jogamos e perdemos, chorei. Até meu pai tinha ido ver o jogo, era a final. Os inspetores todos torcendo para minha turma, me chamando na lateral da quadra para dar dica... Na outra turma tinha umas 4 meninas que sabiam jogar, na minha turma tinha só eu que jogava mesmo. Apesar das amigas da minha sala se esforçarem para jogar comigo, e termos jogado melhor que a outra turma, acabamos perdendo. Eu até tinha chamado minha professora de matemática, fanática por futebol, para assistir, eu estava otimista. A aula depois do nosso jogo era justamente a de matemática. Fiquei a fatídica prova, praticamente toda, chorando, até tomar uma bronca da professora que eu tanto gostava por ser apenas um jogo. Claro que estava chorando. Acreditava que, se minha turma ganhasse, os professores de Educação Física montariam um time de futsal feminino, como deveriam ter montado no ano anterior. Obviamente o tal time não seria montado nem que ganhássemos.

Enfim, acabou o ano. Mais um ano sofrido por causa dos meus ‘’amigos’’. Sozinha, como sempre. Férias. Mais tempo de computador. Mais pesquisas, comunidades no Orkut, fotos, fotos, informações, Orkut. E acabei conhecendo bastante gente por causa da Jolie, por sermos fanáticos em comum. Alguns muito mais importantes que o resto. Viramos amigos mesmo. Meus primeiros e únicos amigos de verdade até aquele tempo. Conheci aos poucos, desconhecidos, um por um. Primeiro uma menina da minha cidade, 3 anos mais velha que eu. Ela me mandou um scrap por ter me encontrado em muitas comunidades que ela também estava e começamos a conversar. Viramos melhores amigas. Ela já tinha uma melhor amiga, mas acho que eu acabei virando também. Passávamos horas conversando no MSN, vários e vários scraps no Orkut... Pouco depois, um mês ou pouco mais, conheci outra menina, pelo mesmo motivo, mas que não morava na mesma cidade que eu. E aí começaram meus ‘’amigos virtuais’’. Conheci mais alguns amigos por elas, todos de outras cidades. Dois meninos e mais duas meninas. Conversava horas e horas com eles, eles também conversavam entre eles, todos amigos uns dos outros, amigos de verdade. Nossas conversas não se resumiam somente a Angelina Jolie, conversávamos sobre tudo. Eram meus amigos verdadeiros, os únicos. Não largava o computador, e só largava quando meu pai brigava e me mandava dormir porque estava tarde. Um tempo depois conheci mais duas meninas, acho que não foi exatamente nesse ano, mas fazem parte desse capitulo da minha história.

Enfim, deve estar tudo muito confuso e bagunçado e resumido e com vícios de linguagem e uma droga, mas, como já mencionei, conforme eu for lembrando algum detalhe ou acontecimentos específicos escrevo depois em postagens futuras no blog. Apesar de demorar a escrever e atualizar aqui, pretendo manter esse meu canto por muito tempo.

Ósculos e amplexos...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Experiências de minha vida IX


Depois de muito tempo sem escrever e algum tempo depois das minhas desculpas (‘’O Retorno!’’), volto com as ''Experiências de minha vida’’. Parei na quarta série. Não lembro muitos detalhes da sequência, da quinta série.

Alguns professores novos, diferentes. Alguns amigos novos, as salas continuaram praticamente as mesmas. Alguns ‘’amigos’’ novos. Nada diferente do que ocorre todos os anos: conhecemos gente nova. Não consigo lembrar nada muito importante que aconteceu esse ano.

Uma coisa que veio agora na minha cabeça, mas não tenho certeza. Não tenho certeza se uma professora, estagiária que virou muito amiga minha entrou na escola, como ‘’tutora’’, nesse ano ou no seguinte. Enfim, não lembro porque na verdade conheci ela mesmo algum tempo depois dela ter começado a trabalhar lá. Ela vai, com certeza, aparecer em mais alguns capítulos.

A única coisa que consegui lembrar mesmo que ocorreu nesse ano foi o time da escola, treinamento. Já praticávamos esportes na escola, tínhamos as aulas semanais e os professores acompanhando, mas isso era diferente.

Lembro do coordenador de Educação Física (que tinha sido nosso professor no ano anterior) entrando na sala logo no começo do ano e falando: ‘’Esse ano tem novidade pra vocês, que já estão na quinta série, são os treinamentos. Futsal masculino [óbvio], vôlei feminino [óbvio], basquete masculino [óbvio] e handebol feminino.’’ E o futsal feminino e o vôlei masculino? Como assim? Claro que esperei ele terminar de falar, né? ‘’São os times que representam o colégio nas competições com os outros colégios, quem quiser se inscrever para as seletivas vai na sala da Educação Física pegar o papel, e vou deixar aqui no mural o dia e o horário da seletiva de cada modalidade. Alguma pergunta?’’ Eu, claro. ‘’Professor, não tem futsal feminino?’’ ‘’Não tem.’’ Lembro que quase chorei quando ele falou isso, e falou sem as brincadeiras que ele sempre fez. ‘’Posso fazer futsal masculino então?’’ ‘’Não pode.’’ Lembro também dos meus amigos falando ‘’Ah, é só você dar um jeito de esconder o cabelo, fazer uma voz mais grossa e você vai lá jogar com a gente.’’ Dei risada, claro, era uma boa idéia, mas não funcionaria. Ri pra disfarçar meu nervosismo, minha raiva. Injustiça! Estava há mais de um ano pedindo para ele fazer um time desses de futsal feminino. Depois dessa tive certeza que ele não se esforçou muito pra conseguir o que eu tanto queria e tanto pedi...

Antes de sair da sala ele perguntou quem estava interessado em participar de qual seletiva, para ter no controle ou sei lá. Meus amigos levantaram a mão para futsal masculino, alguns para basquete, algumas para vôlei, e não lembro se mais alguém, mas levantei a mão para handebol. Pois é, não era o que eu queria, mas sempre gostei de todos os esportes e queria fazer parte de algum desses times. Entre vôlei e handebol preferia handebol. Gostava de handebol, mas não tanto quanto futsal.

Enfim, chegou o dia da seletiva, um sábado de manhã, minha mãe me levou e, claro, ficou por lá, assistindo. Bastante gente lá. Nesse horário eram as meninas do meu ano e as meninas um ano mais velhas, éramos da mesma categoria. Quando cheguei lá percebi que era uma coisa mais séria mesmo, que não era como quando jogávamos na escola, nas aulas de educação física. Primeiramente, era em outra unidade do meu colégio, no local do treinamento. Quando a ‘’atleta’’ chegava na quadra tinha a lista com as inscritas, então nos davam um papel com nosso número de inscrição – como em maratona, triátlon, olimpíadas, sei lá, essas competições que o atleta fica com um papel grudado nas costas -,para colar nas costas. Gostei, achei legal por ser uma coisa mais ‘‘séria’’ mesmo. Começou. Alongamentos, lançamentos, duplas... Os fundamentos todos do handebol. E alguns professores nos ‘’assistindo’’ e, com certeza, avaliando. Uma seletiva mesmo, como aquelas peneiras de clubes esportivos. Levei a sério, dei o melhor de mim, tentava fazer tudo certinho pra me escolherem. Colocaram a gente em times para jogar. Jogamos bastante tempo, acho que trocaram os times e tudo mais, mas o time que eu estava não tinha goleira, então ficaram revezando. Uma hora resolvi ir no gol, só pra brincar mesmo, afinal, já estávamos jogando fazia tempo então já tinham me visto jogando, fui brincar no gol um pouco. Mandei bem, não só na linha como no gol também. Sem nenhuma técnica de goleiro de handebol, mas mandei bem. Lembro que uma hora ouvi um professor falando para o outro: ‘’Essa menina é estilosa’’ ou algo assim. Me achei o máximo, claro.

Acabou a seletiva, e não lembro como fiquei sabendo, mas me chamaram para fazer parte do time. Uns anos depois, esses dias, descobri que fiquei em primeiro entre as meninas da minha categoria. Nem sabia que existia um ranking ou algo assim, mas achei no site do colégio esses tempos atrás.

Os treinos eram à noite, íamos depois das aulas com o ‘’ônibus do treino’’ direto para a unidade (um pouco longe da minha casa) que treinávamos, no mesmo dia e horário das meninas do vôlei. Acabei ficando como goleira mesmo, gostei mais e mandava melhor. Gostava de treinar, apesar de preferir treinar futsal a handebol. Mas meu pai não gostou muito da idéia desses treinos, reclamava que eu usava óculos e era goleira. Tentei jogar na linha, mas não dava, eu era muito pequena e não gostava tanto. Acabei fazendo um trato com meu pai e minha mãe. Combinamos que se eu saísse do treino de handebol eles me colocavam em alguma escolinha de futebol. Óbvio que parei com o handebol. E óbvio que não me colocaram em escolinha de futebol porcaria nenhuma! Claro que me enrolaram. Com a desculpa de ‘’lembra quando levamos você naquela escolinha, quando você tinha oito anos, e só tinha meninas de 16, muito maiores que você?’’ Não fiquei muito tempo no time de handebol. Saí antes de começar alguma competição.

E acho que foi isso mesmo. Gostaria de ter escrito isso tudo enquanto as coisas aconteciam, claro que nesse caso seria um diário, mas lembraria as coisas que aconteceram, por isso quero ‘’terminar’’ logo essa ‘’série’’, como já mencionei tantas vezes.
Enfim, conforme eu for lembrando, caso tenha mais alguma coisa pra lembrar, dou um jeito de escrever, ou até mesmo acabo escrevendo em postagens futuras.

Ósculos e amplexos...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Retorno!


Após uma ausência de (quase) exatamente um ano resolvi reaparecer. Minha intenção era, na verdade, ter reaparecido há (quase) exatamente dois meses, mas enrolações, preguiça, falta de empenho, alguns compromissos me fizeram postergar este retorno. Muita coisa aconteceu em minha vida durante minha ausência (neste nosso ''mundo paralelo''), muita coisa aconteceu em minha vida pouco antes da minha ausência.

O blog está fazendo um ano e sete meses, e nesse período de um ano e sete meses não ''completei'' meu objetivo, meu projeto, que, apesar de ser ''eterno'', deveria estar ''terminado''. É extremamente desgastante escrever o ''Experiências de minha vida'' e acredito que esse tenha sido um dos principais motivos por eu ainda não ter fechado esse capítulo...

Pretendo terminá-lo logo. Sim, já devo ter publicado isso várias vezes, mas dessa vez espero que consiga. O motivo? Será descrito ao longo das ''Experiências de minha vida'', tal como o motivo da ausência, e tantos outros motivos de tantas outras questões.

Peço as mais sinceras desculpas pelo sumiço sem satisfações prévias, mas pretendo descrever tudo nos próximos dias, e mais como parte da série do que como explicações.

Ósculos e amplexos...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Experiências de minha vida VIII



Levando a história à outro rumo, continuando o último parágrafo da sexta parte, pois depois daquele parágrafo a história toma dois caminhos que podem ser considerados paralelos...

Como eu citei antes, acho que foi no ano anterior que começaram os “maria-macho” e “sapatão”, porém eu não ligava muito. Mas não demorou muito para as coisas pro meu lado piorarem, e muito. Os apelidos e ofensas foram ficando mais freqüentes e cada vez piores, eu chegava a ser excluída de alguns jogos e brincadeiras nos recreios. Gente de outras salas e séries, principalmente os meninos, sempre que me viam falavam alguma coisa no ouvido dos amigos ou até mesmo aos quatro ventos...

O que eu fazia? Só mandá-los calarem a boca não era mais o suficiente, então tive que aprender a me defender. Ainda bem que aos 10 anos meninos e meninas não tem muita diferença com relação ao físico, tornando as agressões físicas o menor dos problemas. Na verdade, descobri uns anos depois, a duras penas, que para nos defendermos de um menino tem que ser no físico, e de uma menina no psicológico, mental... Como? Esta é história para outra hora. Mas enfim, tendo em mente que para os meninos pararem de me ofender eu tinha que ganhar deles em alguma coisa, ou até mesmo ameaçar batê-los, alguns constrangimentos foram evitados graças a minhas habilidades físicas e força maior que a da maioria deles, naquela época.

Não pense que uma coisa dessas é um absurdo, eu estava simplesmente me defendendo do que, para mim, era a maior ofensa de todas. Classificava isso tudo como xingamento, e o pior deles. Óbvio, nos círculos sociais em que eu vivia, que eram somente a família e a escola, o termo “sapatão”, por exemplo, era utilizado para denegrir a imagem da mulher. Um termo utilizado somente no sentido pejorativo e em tom de deboche. Utilizado simplesmente para humilhar. Assim como “bicha”, “viado”, “boiola”...

Sofri muito e negava até a morte. Sapatão na minha cabeça, e na cabeça dos que me rodeavam, era, e para alguns ignorantes ainda é, aquele ser asqueroso, repugnante. Nasceu mulher, mas tem inveja dos homens porque queria ser um deles. Mulher que não tem a capacidade de conquistar um homem, que não merece respeito algum. Mulher-macho, maria-macho, sapatão, sapata, lésbica, homossexual é, como meu pai sempre falou e não sei se um dia vai parar de falar, um aborto da natureza. Isso mesmo, ele usa exatamente estas palavras: aborto da natureza. Abominável! Detestável!

Uma doença, um absurdo. Não é certo, é anormal. Deus fez o homem para a mulher e a mulher para o homem, é a lei da natureza. Está na bíblia, Deus falou está falado! É imoral! Estamos no mundo somente com um propósito: reprodução! Nosso dever é difundir a raça humana!

Não é surpresa alguma que tudo isso veio de família italiana, mais do que preconceituosa, ignorante, cheia de dogmas católicos como crença... E o preconceito e ignorância de tal família não é só com homossexuais, claro que juntamente no topo da “Lista do Ódio” deles ainda estão os negros. E a lista não para por aí, os “pobres” também estão nela. Sem esquecer os outros povos e minorias do planeta. É, tive a sorte de nascer uma homossexual numa daquelas famílias bem tradicionais, mais do que conservadoras, em que tudo fora dos padrões de vida perfeita e modelo é execrável! O que é uma vida modelo, uma pessoa perfeita? Branca, claro. As mulheres? Casadas com um marido rico, um médico ou advogado, com filhos lindos e educados. Família digna de inveja. Separação? Nem pensar! “Não existe gente separada na minha família!”, diria minha avó.

Aparências? Claro que importam! O que os conhecidos vão pensar quando souberem que ela se separou do marido perfeito que a mãe pediu a Deus? O que os vizinhos vão pensar da mulher que já passou dos 30 e ainda não casou? Não pode! Tem que casar, constituir uma família! Imagine então um homossexual na família... Sem maiores comentários, faltam-me palavras para descrever tamanha indignação, e acho que não estou em um dia tão bom para proferir palavras contra tudo isso. Contra tanta ignorância...

Quando estiver em um dia melhor para isso, leia-se: com mais raiva disso tudo, você saberá, com certeza. Enquanto isso tento “terminar” de escrever as “Experiências de minha vida”, estou com pressa para isso... Por que? Preciso chegar nos dias de hoje para explicar melhor, não quero pular nada...

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Ósculos e amplexos...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sumiço



Estréio o ano no Insano Pensamento pedindo desculpas e compreensão. Tá, você já deve estar cansado de ouvir tantas desculpas de minha parte, tanta enrolação para terminar uma “história da minha vida”, mas só porque quero que fique boa, e não quero escrever só por escrever. Se você desistiu de lê-la e acha que eu fiz tanta “propaganda” pra nada, tudo bem, não estou escrevendo ela só para você ler, é só uma coisa que eu preciso fazer por mim mesma e por quem pode precisar...


Planejo há meses escrever de uma vez por todas a série “Experiências de minha vida” nestes meses de dezembro e janeiro que passaram, mas a minha vida deu uma reviravolta que eu só acreditava dar em filmes e na vida dos outros, não na minha, nunca na minha. Não, não vou dizer o que aconteceu/está acontecendo/ainda pode acontecer, só digo que coisas inesperadas passaram por mim nestes últimos 2 meses e que andei muito ocupada e com o tempo livre utilizado de uma maneira que eu nunca tinha usado antes. Afastei-me bastante do “mundo virtual”, minha cabeça parece ter cansado um pouco dos blogs, histórias e textos excelentes que se pode ler e aprender na Internet, mais precisamente no mundo gay, acho que precisava mesmo de um tempo. Enfim, vou parar por aqui antes que acabe falando coisas que ainda estão em projeto...


Peço também compreensão, pois estou passando por alguns problemas de saúde no momento, por isso tive que deixar de lado a história que quero escrever há anos. Ainda vou terminá-la nesta e na próxima semana, preciso terminá-la! Tenho muito que escrever...


Falando em estréia, só para tocar no assunto do “ano novo”, recebi um papel com uma frase de “virada de ano” no ano passado escrito “Em 2009 você tem 365 dias para fazer acontecer!”. Então fica a mensagem: faça acontecer! E nunca é tarde para desejar um ano melhor do que o passado para todos, então, um 2010 muito melhor que 2009 foi para você.


Ósculos e amplexos...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

1º de Dezembro - Dia Mundial de Luta contra a AIDS



Sim, eu sei que hoje já é dia 2, mas eu acabei não postando nem uma foto ontem. Então, como acabei de achar um vídeo sobre a campanha no blog “[writing is rewriting]”, e, dando uma passada pelo “Ingrediente Desviante”, lembrei que semana passada vi outro vídeo sobre pessoas vivendo com HIV, mas de uma campanha da ONU – Igual a você, estão aí os links para você assistir.

No canal da UNAIDS no youtube tem outros vídeos da mesma campanha, mas focando o preconceito contra: transexuais e travestis, refugiados, profissionais do sexo, população negra, estudantes, crianças vivendo com HIV e, claro, lésbicas e gays. Apesar dos vídeos usarem praticamente o mesmo texto, vale à pena conferir.

Aproveito este post para indicar um livro sobre o tema. “Depois daquela viagem”, de Valéria Piassa Polizzi. Provavelmente farei outro post sobre ele, não escreverei muito para não entregar o livro, mas eu gostei muito, e todos que eu conheço que leram também gostaram.

Ósculos e amplexos...

PS: Como ainda não descobri como colocar vídeo nas postagens os links estão aí no texto.

PS2: Procurando fotos, no Google Images, para esta postagem, achei um blog que ainda não li muito, mas que tem uma postagem informativa sobre a AIDS e, como disse a própria autora do blog, com imagens geniais, apesar de fortes.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Texto, da vizinha, para pensar um pouco...



Texto retirado do blog “Adquira conceitos”, escrito pela Mari.

Apesar de a autora avisar que ficou “estupidamente chato”, o título do texto me chamou a atenção e acabei lendo ele inteiro. Texto curto e interessante, somente para refletir levemente sobre o que ela escreveu.



Quem fez o que você é?
| às 10:35
Ministério da Magia adverte, esse texto ficou estupidamente chato.

Imagine-se uma criança, sem opniões nem conceitos, como se fosse uma folha em branco, simplismente repete tudo que seus pais dizem - tipo aquelas caturriritas infernais que não calam a boca "Loro quer Biscoito".
Agora imagine um fato corriqueiro que esta inserido na sua sociedade, não algo momentanio.Todos acham alguma coisa sobre isso, os jornais le-se artigos e charges e na escola tu ouve teus professores satirizarem e banalizarem tal fato.
Nesse lugar onde tu vives, para puxar assunto com o vendedor de churros fala-se do tempo ou dessa tal ciosa, é batata!
(Continue lendo...)



Ósculos e amplexos...

PS: Eu sei que faz muito tempo que eu não posto nada, para variar um pouco, mas quando se mistura preguiça com pouco tempo livre o resultado é este. Tenho algumas coisas escritas, e muitas e muitas coisas para escrever. Desculpe-me novamente...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Experiências de minha vida VII




Voltei a fazer os “estágios”, apesar de jogar com os meninos relativamente com freqüência. Tentei me reaproximar das minhas duas amigas da primeira e segunda série,e consegui, mas elas estavam diferentes. Elas eram de outra sala, e na sala delas entrou um menino que uma delas gostava, e andava sempre com elas. O amigo deste menino, que era do meu ônibus antes de eu mudar para o do meu melhor amigo, começou a gostar de mim e – coisas de criança – ficava me seguindo direto, todos os recreios. Era eu e minhas amigas e os dois atrás.

Até que um dia o amigo dele pediu pra “namorar” minha amiga e ela aceitou. Quando eu fui esperá-las na porta da sala delas, o “namorado” da minha amiga falou que o amigo dele também queria ser meu “namorado/ficante”. Hesitei, mas no mesmo segundo minha amiga falou: ”È só que nem eu e ele, não é bem namorar...” Aí eu falei que tudo bem, mas até hoje não sei bem o motivo, eu não gostava dele, não era apaixonada por ele como ele era por mim. Ele nem era tão bonito. Acho que aceitei mais porque ele era um dos únicos meninos legais comigo, e eu tinha bastante atenção dele. Não me lembro de ter dado um sequer beijo na bochecha dele, sequer na boca. Não devo ter nem encostado na mão dele. Nosso “namoro” era a base de cartinhas e presentinhos.

Quando contei para minha mãe, por um bilhete colocado embaixo da porta, e escrito “confidencial” na parte de fora, ela logo foi espalhar para a família inteira. Não demorou nada para a encheção de saco por parte da família, e deboches na escola, começarem. “Ai traga ele para almoçar!”, “Vocês trocam bastante cartinha?”. E ele era ruivo, então sempre o chamavam, em casa e na escola, de “enferrujadinho”, “foguinho”... Fiz meu aniversário na chácara do meu avô, chamei todos os meus amigos, o “namorado” da minha amiga e ele. E, claro, a família toda queria saber quem era, e se era bonito, e educado, e se “aprovavam” e blá blá blá. Um saco!

Foi neste mesmo dia que ajudei minha amiga a dar o primeiro beijo dela. Ajudei como? Não pense besteira! Eu fui com ela e o “namorado” dela para um canto que não tinha ninguém e que ninguém ia, mas meu tio e meu priminho apareceram perto, então fui “despistá-los”. Fiquei sabendo depois que eles tinham se beijado.

Depois de três meses o nosso “namoro” acabou. É, aquilo que não tinha começado e nem acontecido acabou. Pelo que eu lembro, foi porque minha amiga descobriu que ele ia “terminar” comigo e me contou, conversei com ela e decidi dar um pé na bunda dele antes de tomar um.

Historinha boba, namorico de criança, mas é o que aconteceu, resumindo.

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Ósculos e amplexos...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Enquete hackeada, lei aprovada...




Li há algumas horas no
Parada Lésbica que a enquete promovida pelo Senado Federal foi hackeada, mas acabo de ler no blog InsanaMente Lúcida que a lei que criminaliza a homofobia foi aprovada. Agora estou sem muito tempo para comentar estes fatos, mas outra hora faço outro post para isto.

Leia:




Ósculos e amplexos...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Experiências de minha vida VI



Quarta série. Muitas mudanças, algumas boas, outras ruins. Como tudo na vida, o lado bom e o ruim.

A sala era em outro prédio. Ao invés de uma professora para todas as matérias, começamos a ter aula com um professor por matéria... Misturaram novamente as salas, e eu não conhecia a maioria dos meus colegas de classe, fora os que eram novos e que eu nunca tinha visto na vida.

Um dos alunos novos da minha sala, depois de eu mudar de ônibus, era do mesmo que o meu, e não demorou muito para virarmos melhores amigos. Os outros meninos da sala, uns que eu conhecia de vista, pois eram de outras salas no ano anterior, e outros novos, eram muito mais legais. Já no recreio do primeiro dia de aula me deixaram jogar futebol, e consegui alguns créditos com eles logo de cara. Por sorte, joguei tão bem naquele dia que eles perguntavam se eu era filha do Ronaldo. Claro que fiquei feliz da vida.

Eu e o meu amigo conversávamos e brincávamos todos os dias, indo para a aula, durante a aula e depois da aula. Sentávamos em carteiras próximas na sala, e ficamos muito amigos de outro menino que sentava perto de nós. Não nos separávamos, todos os recreios nós estávamos juntos.

Como eu citei antes, acho que foi no ano anterior que começaram os “maria-macho” e “sapatão”, porém eu não ligava muito. Mas não demorou para as coisas pro meu lado piorarem, e não foi pouco. Os apelidos e ofensas foram ficando mais freqüentes e cada vez mais horríveis, eu chegava a ser excluída de alguns jogos e brincadeiras nos recreios. Gente de outras salas e séries, principalmente os meninos, sempre que me viam falavam alguma coisa no ouvido dos amigos e até mesmo aos quatro ventos...

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Ósculos e amplexos...

PS: Sei que eu fiquei mais de um mês sem escrever, mas hoje acabei me empolgando e consegui separar tudo que escrevi em três partes. Esta parte não é das melhores, mas se eu juntasse tudo ficaria muito grande e confuso.

Peço perdão, novamente, e comente pelo menos para eu saber que alguém leu...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Bloqueio...

Tentei começar a escrever a parte 6 da série “Experiências de minha vida”, mas ficou horrível, não ficou do jeito que eu quero que fique. Tentarei escrever amanhã, espero que fique melhor.

Tenho praticamente toda a história pronta na cabeça, e ela ainda está começando, mas falta colocar em palavras.

Sei que não posto nada há algum tempo, mas não parei nem desisti do blog. Confesso que esperava mais posts de mim depois de uns meses de blog, mas nem sempre fazemos o que planejamos fazer. Algumas semanas são corridas, outras cansativas...

Apesar de (sempre) demorar em postar coisas novas, nunca saio da blogosfera, estou sempre passeando por blogs alheios, nem sempre deixo comentários, mas isso não quer dizer que não li e gostei de um post.

Para não ser somente mais um post com “desculpas esfarrapadas”, deixo um vídeo para distração...

Ósculos e amplexos...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Experiências de minha vida V

[Postado originalmente dia 4 de outubro de 2009, às 16:54]


E foi em uma destas que acabei me dando mal por um tempo. Durante o período de “estágio” com duas “amigas” acabei ajudando-as a fazer muito mal à outra menina, que nunca fez nada à ninguém. Como? Acho que a brincadeira destas minhas “amigas”, e de praticamente toda sala, era se divertir à custa de xingamentos, musiquinhas, apelidos e companhia ilimitada a ela. Para entrar no grupo é claro que eu tinha que ser como elas, me arrependo e me sinto mal de pensar nisto até hoje, mas acabei entrando na onda delas. Como a outra menina era negra, as “brincadeiras” acabaram sendo levadas para o lado racial. Apesar dos pesares, não sou racista. Não, eu não estou simplesmente “tirando o meu da reta”, e vocês verão depois o motivo, mas em outra história...

Enfim, a diretora chamou nossas mamães na escola, não há dúvidas de que estávamos erradas, mas é claro que a queridíssima diretora aumentou a história. Depois de um grande dramalhão me afastei das meninas, óbvio, e aprendi também que não se deve deixar a diretora ligar pra sua mãe e contar a versão dela da história antes de você contar a sua.

Além disso tudo, acho que foi neste ano que começaram os “maria-macho” pra lá, “sapatão” pra cá, acho que ainda não incomodava tanto, mas tornou ainda mais difícil a minha adaptação nos grupos. Os meninos quase nunca me deixavam jogar bola com eles, por isso tive que fazer os tais estágios. Foi um ano muito longo, chorava muito quando chegava da escola, esperneava dizendo que ninguém gostava de mim, queria me matar.

Teve também o tal “estágio” com duas melhores amigas que eram legais, apesar de eu não me encaixar nas conversas e brincadeiras delas, nos dávamos bem...

Quase no final do ano, eu acho, fiz o melhor “estágio”. Uma menina da sala, também um pouco sozinha, que perambulava pelos grupinhos como eu, mas que era muito estudiosa e querida foi minha melhor amiga na terceira série inteira... Dávamo-nos super bem, brincávamos, conversávamos, jogávamos “paredão” com os meninos quando eles jogavam... Apesar de termos perdido um pouco o contato, somos amigas até hoje. E lembramos sempre da primeira e única vez que ela ganhou dos meninos e de mim no paredão.

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Ósculos e amplexos...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Experiências de minha vida IV



Primeira e segunda séries foram relativamente tranqüilas, mas acho que foi na terceira série que começaram a surgir alguns problemas. Foi um ano um pouco complicado para mim, demorado pra passar... Por quê? Acho que devido à uma série de fatores... A falta dos meus amigos e amigas deve ter sido um deles. Até a segunda série eu estava na mesma sala deles , quando passamos para a terceira, as quatro salas foram completamente misturadas, transformando-se em três. Acho que até pensei em pedir para mudar de sala, não sei porque não mudei, talvez porque minha amigas tivessem mudado um pouco, ou qualquer outra coisa, e também porque eu achava meus colegas legais, mas enfim...

Acredito que este tenha sido o principal motivo, porque desencadeou todos os outros “problemas”. Que “problemas”? Uma criança que não tem amigos é como? Sozinha, isolada, excluída, não é? Exatamente por isso. Por minhas amigas terem mudado eu tentei fazer “estágio” em todos os grupinhos, panelinhas da minha sala. Gostava dos meus colegas de classe, de todos eles, mas fazer parte de um dos grupos é diferente, ainda mais naquelas brincadeiras bobas de criança como “Você só pode andar com a gente se você fizer o que a gente falar!”.

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Ósculos e amplexos...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Milk...


Acabo de assistir Milk... Filme muito mais do que bom... Sem maiores comentários... Emocionante... Estou sem palavras...


Ósculos e amplexos...


PS: Ainda estou me enrolando para terminar de escrever as “Experiências de minha vida”, mas um dia eu termino, espero... Já sei como escrever o “final”, mas cheguei em uma parte que não sei como continuar. Ainda estou trabalhando nisso...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mais um?


Mais um dia do capeta! Outra segunda-feira com cara de sexta... Pior. Sabe aquela sexta-feira de uma semana extremamente cansativa? Este foi o meu dia de hoje... Some este belo dia com uma tremenda dor nas costas e crise de abstinência esportiva, pronto! Você está na minha pele... Até quando minhas segundas serão assim? Espero que esta seja a última...

Acho que estou muito melancólica nestes últimos tempos... Espero que passe logo, ano passado já foi o suficiente...

Agora preciso me distrair e descansar para o resto da semana... Ainda bem que, teoricamente, esta semana será mais leve do que a passada. Mas veremos, a teoria nem sempre é igual a prática... Acho que vou assistir Xena, pelo menos esqueço das coisas um pouco...

Estou muito cansada para escrever as “Experiências de minha vida” agora, acho que fica pra quinta-feira...

Ósculos e amplexos...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Finalmente...



Até que em fim acabou a Semana do Inferno! Puta semaninha do caralho, hein?

Segunda-feira que não acabava mais e parecia sexta-feira, quarta que parecia sexta e também não acabava. Quinta-feira com cara de terça. Sexta que mais parecia quarta... Mas finalmente acabou, não agüentava mais! Semana mais do que cansativa... Consegui uma folguinha quarta feira para postar o “Experiências de minha vida III”, que eu já tinha escrito junto com a segunda parte...

Além da “crise” que eu passei segunda... Cheguei em casa às 19hs, cheia de coisas pra fazer para quarta-feira... E então, após o banho... Nervosismo, desespero, ansiedade... Tudo junto... Separadamente o que eu estava pensando e/ou sentindo não era nada, já tinha superado algumas coisas, esquecido de outras... Mas parece que longe da coisa que eu mais amo e mais me acalma, relaxa, os pensamentos e sentimentos voltaram todos de uma vez, com força, muita força... Choro, desespero, ansiedade, nervosismo... Tanta coisa passando pela minha mente, minha cabeça parecia explodir... Tanta coisa que eu não sabia nem no que pensar... Tudo se misturou, e por alguns momentos achei que meus problemas que eu resolvi/esqueci/escondi do ano passado voltaram. Apenas alguns meses depois... Ano passado tudo parece ter começado no final de março, este ano consegui agüentar mais tempo, tudo pareceu ter começado em agosto... Joguei coisas e mais coisas no chão, às 22hs. Aumentei o som quase no máximo pra ver se alguma coisa me relaxava, mas nada, nada mesmo! Foi um equívoco, coisas do momento... Agora estou melhor, dia seguinte já estava melhor. Espero que não aconteça novamente. Acho que preciso de uma coisa mais forte do que esportes para me ajudar a relaxar, a me sentir feliz, livre. Esquecer de tudo e de todos. Afinal, não poderei jogar futebol sempre que quiser, assim como agora, que estou afastada por problemas na coluna... Preciso de algo mais forte... Um amigo, uma paixão, um amor... Minha segunda-feira acabou comigo assistindo CQC...Precisei parar de fazer o que eu estava fazendo e tentar me distrair um pouco. Afinal, só ia me torturar mais...

Terça-feira à tarde peguei um CD solo, “On an Island”, do David Gilmour, o vocalista e guitarrista do Pink Floyd - um dos melhores artistas, compositores, guitarristas na minha opinião – e escutei primeiramente sem prestar muita atenção, somente pra fazer minhas coisas escutando alguma música. Mas tinha uma música que, toda vez que repetia o CD, marcava muito. O refrão, os pedaços da letra que eu prestava atenção, além da melodia e do som das guitarras deste cara... Até que lá pelas 21hs eu decidi pegar a caixa do CD pra ver a letra... Completamente genial! Pareceu ser feita pro meu dia anterior... Pra me dar força...


Take A Breath

David Gilmour

Take a breath
Take a deep breath now
Take a breath
A deep breath now
Take a breath

When you're down is where you find yourself
When you drown there's nothing else
(And) If you're lost you'll need to turn yourself
Then you'll find out there's no-one else

To make the moves that you can do
When you fall from grace your eyes in blue
Your every breath becomes another world
And the far horizon's living hell

Take a breath
A deep breath now

This kind of love is hard to find
I never got to you by being kind
If I'm the one to throw you overboard
At least I showed you how to swim for shore

When you're down is where you'll know yourself
That if you drown there's nothing else
When you're lost you need to find yourself
Then you'll find out there's no-one else


(Tradução)

Tome fôlego
Respire fundo agora
Tome fôlego
Bastante fôlego agora
Tome fôlego

Quando você está embaixo é onde você se acha
Quando você está mergulhada não há mais nada
Se você está perdida precisará se virar
Então você descobrirá que não há mais ninguém

Pra fazer os movimentos que você pode fazer
Quando você cai do encanto, seus olhos no mar
Cada um de seus suspiros se torna um mundo
E o horizonte distante é um verdadeiro inferno

Tome fôlego
Respire fundo agora

Este tipo de amor é difícil de encontrar
Eu jamais lhe conquistei por ser gentil
Se eu sou o único pra lhe jogar para fora do barco
Pelo menos lhe mostrei como nadar até a costa.

Quando você está embaixo é onde você se acha
Quando você está mergulhada não há mais nada
Se você está perdida precisará se virar
Então você descobrirá que não há mais ninguém


Apenas uma pausa da série “Experiências de minha vida” para um pequeno desabafo...


Ósculos e amplexos...


PS: Achei um vídeo que foi feito enquanto eles estavam gravando esta música. Dê uma olhada no tamanho da produção de UMA música... Este cara é mesmo foda!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Experiências de minha vida III



Obviamente, quando tivemos que escolher entre judô e ballet, eu escolhi judô, que eu já queria fazer na antiga escola e minha mãe não havia deixado “porque é coisa de menino!”, mas desta vez ela não teve escolha, então comecei a fazer judô.

Eu adorava, claro. Não só porque agora podia fazer judô, mas porque tínhamos todas estas aulas. Sempre amei, e amarei, esportes e atividades físicas. Destacava-me sempre em todas as brincadeiras, competições e aulas. Mesmo por ser menina e estar entre os meninos. Se eu não ganhava ficava brava comigo mesma - sou muito competitiva - competia de igual para igual com eles.

Nas primeiras vezes me subestimavam, menosprezavam... “Posso jogar?”, eu perguntava empolgada, e logo o dono da bola falava “A guria é de vocês!”, me empurrando pro outro time. E eu jogava. Jogava no time que me colocassem. E fazia gols e bons passes. Ajudava o time, dava sempre o melhor de mim. Não demorou muito pra me reconhecerem como uma das melhores da sala. Fui ficando cada vez mais amiga dos garotos, era considerada “um deles”. Mas sem problemas, crianças não ligam pra estas coisas, o que importa é a brincadeira.

Às vezes até tinham aqueles ditos ridículos de “Quem faz judô é menino e quem faz ballet é menina!” que alguns e algumas faziam, mas sem maiores problemas, não estava nem aí pros outros, queria mais era jogar bola.

...

Ósculos e amplexos...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Experiências de minha vida II



Cresci um pouco e já estava na hora de mudar de escola, estava indo para a primeira série. Lá fomos nós, eu e meu irmão, para a escola nova. Gente nova, aulas novas, professores novos, tudo novo. Até mesmo o transporte até a escola, que é na região metropolitana da minha cidade, ou seja, tinha que ir de ônibus escolar. Estudaríamos o dia inteiro, diferente da anterior, que ficávamos somente o turno da tarde. Ficaríamos segundas, quartas e sextas-feiras pela manhã e pela tarde, e terças e quintas-feiras minha avó ficaria conosco até irmos à escola à tarde.

Estava feliz, na nossa visita para conhecê-la eu já amei o lugar. Considerada uma das melhores escolas da cidade, quiçá a melhor. Gigante! Muita, mas muita área verde. Muito espaço para correr, jogar futebol. Lagos, mato, grama, animais. Árvores e mais árvores. Meu lugar preferido até hoje.

Tínhamos todo o tipo de aula. As aulas normais que todas as escolas têm, e as aulas complementares, que tínhamos pela manhã. Judô, ballet, natação, música. Até ginástica olímpica nós tivemos um ano.

Já com um estilo de moleca, roupas de menino e chuteira nos pés, na escola não me identificava com as brincadeiras das meninas, mas não me importava. As brincadeiras dos meninos eram muito mais legais, e eu estava muito mais preocupada em competir com os meninos nas brincadeiras deles do que em me encaixar nas brincadeiras chatas delas.

Eu até brincava com as meninas, de vez em nunca, uma brincadeira sem muita frescura, ou porque naquele dia nenhum dos meus amigos tinha levado bola. Mas brincava de Pokémon, pega-pega, esconde-esconde. Coisas ditas “neutras”. Se não tinha mais do que brincar e eu tinha que brincar de casinha com elas, eu era o pai ou o irmão... Mas só brincava com elas em “último caso”, brincar com os meninos era muito melhor!

...

Ósculos e amplexos...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Experiências de minha vida I



Como eu prometi, contarei a minha história, ou tentarei contá-la, para que você entenda um pouco sobre mim, conheça minha vida, meu mundo. Se ela é interessante ou não? Me diga você.

Minha história começa como outra qualquer. A filhinha do papai, de cabelinhos cacheados e vestidinho, andando por aí com todos babando à sua volta. Bailarina, sempre alegre, se dando super bem com todos os amiguinhos da escola. O orgulho da família! Neta preferida de uma, sobrinha preferida de outras...

De repente a história muda de rumo, não sei e nem lembro como, mas minha mãe conta que, aos 4 ou 5 anos, eu fugia das aulas de ballet para jogar futebol com os meninos no campinho de areia em frente à sala de ballet. Ela diz que estranhava que minhas meia-calças chegassem inteiras da escola, mas não sabia de nada, só descobriu porque a mãe de um amiguinho meu falou um dia para ela: “Nossa, como a Andrea está jogando bem futebol, não é?”. Não sei se ela teve algum chilique ou coisa do gênero, só sei que eu continuei jogando futebol, feliz da vida, já respondendo em alto e bom tom à famosa pergunta feita às crianças: “O que você quer ser quando crescer?” com um “ Jogadora de futebol!”.

Acredito que foi nesta mesma época que eu decidi parar de usar vestidos. Lembro perfeitamente como foi, era aniversário do meu irmão, que é 2 anos mais novo que eu. A festa ia ser no McDonald’s e estava frio, devido à época do ano. Minha mãe queria que eu colocasse um vestido que deveria ser de veludo, ou alguma coisa assim, mas eu não queria de jeito nenhum. Afinal, como eu iria brincar e correr pelo parquinho de vestido? É impossível descer - sem preocupações - um escorregador de vestido! Mas acabei perdendo a briga, e, emburrada, fui à festa, de vestido.

Depois dos parabéns e das brincadeiras de aniversário, hora de ir ao parquinho. Eu já estava conformada em estar de vestido, já devia até ter me esquecido que estava usando o dito cujo, mas foi só começar os pulos e correrias pelo parquinho que eu já fiquei incomodada novamente. Claro, eu estava inconformada! Enquanto os amigos do meu irmão conseguiam correr sem nada dificultando, eu estava com um vestido que me fazia esconder, de dois em dois segundos, a calcinha branca que eu estava usando. Era desvantagem! Não podia engatinhar, pular dos brinquedos, correr dentro deles e nem descer no escorregador sem me preocupar. Não sei em qual descida eu estava, mas não foram necessárias muitas para eu ficar de bico novamente e gritar pra mim mesma mentalmente: “Vestido nunca mais!”.

Bom, 10 anos depois tive que usar novamente, 3 vezes, em festas de 15 anos das minhas amigas, só socialmente, óbvio, e só porque eram muito minhas amigas. Mas isto é outra história. Ainda tem muita coisa antes disso...

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Ósculos e amplexos...