terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ó pátria amada, idolatrada e homofóbica!



Acabei de ler um texto muito bom de Warley Matias de Souza, aluno do curso de Letras da UFMG, no blog “Consciência Lésbica”. Adorei o título, que não sei se é o título da postagem do blog ou o título do próprio texto. Enfim, o texto é grande, também fiquei com preguiça de lê-lo, mas vale à pena. É um desabafo quanto ao resultado da enquete promovida pelo Senado Federal sobre a Lei PLC 122/06. Leia!



No último mês de novembro, foi feita uma enquete no site do Senado Federal, que fazia a seguinte pergunta: “Você é a favor do PLC 122/ 06, que torna crime o preconceito contra homossexuais?”. Previsivelmente, o resultado foi 48% a favor e 52% contra. Dos quase 200 milhões de brasileiros, 465.326 responderam à enquete. E entre essas milhares de pessoas, a maioria quer que o “preconceito contra os homossexuais” não seja crime.
Esses defensores do preconceito, na prática, estão defendendo e aprovando as humilhações, os espancamentos e os assassinatos de indivíduos homoeroticamente inclinados. Ou seja, como sempre, em nosso país, nem sempre o crime é crime, depende de quem o pratica. Lê-se, a partir do resultado dessa enquete, que o homófobo é um cidadão de bem, apesar de humilhar, espancar e até matar pessoas homoeroticamente inclinadas. Não sou dado a efusões; mas não posso evitar: “Ai, que vergonha eu sinto deste meu país!”.
(Continue lendo...)



Sem mais, comente.

Ósculos e amplexos...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

1º de Dezembro - Dia Mundial de Luta contra a AIDS



Sim, eu sei que hoje já é dia 2, mas eu acabei não postando nem uma foto ontem. Então, como acabei de achar um vídeo sobre a campanha no blog “[writing is rewriting]”, e, dando uma passada pelo “Ingrediente Desviante”, lembrei que semana passada vi outro vídeo sobre pessoas vivendo com HIV, mas de uma campanha da ONU – Igual a você, estão aí os links para você assistir.

No canal da UNAIDS no youtube tem outros vídeos da mesma campanha, mas focando o preconceito contra: transexuais e travestis, refugiados, profissionais do sexo, população negra, estudantes, crianças vivendo com HIV e, claro, lésbicas e gays. Apesar dos vídeos usarem praticamente o mesmo texto, vale à pena conferir.

Aproveito este post para indicar um livro sobre o tema. “Depois daquela viagem”, de Valéria Piassa Polizzi. Provavelmente farei outro post sobre ele, não escreverei muito para não entregar o livro, mas eu gostei muito, e todos que eu conheço que leram também gostaram.

Ósculos e amplexos...

PS: Como ainda não descobri como colocar vídeo nas postagens os links estão aí no texto.

PS2: Procurando fotos, no Google Images, para esta postagem, achei um blog que ainda não li muito, mas que tem uma postagem informativa sobre a AIDS e, como disse a própria autora do blog, com imagens geniais, apesar de fortes.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Texto, da vizinha, para pensar um pouco...



Texto retirado do blog “Adquira conceitos”, escrito pela Mari.

Apesar de a autora avisar que ficou “estupidamente chato”, o título do texto me chamou a atenção e acabei lendo ele inteiro. Texto curto e interessante, somente para refletir levemente sobre o que ela escreveu.



Quem fez o que você é?
| às 10:35
Ministério da Magia adverte, esse texto ficou estupidamente chato.

Imagine-se uma criança, sem opniões nem conceitos, como se fosse uma folha em branco, simplismente repete tudo que seus pais dizem - tipo aquelas caturriritas infernais que não calam a boca "Loro quer Biscoito".
Agora imagine um fato corriqueiro que esta inserido na sua sociedade, não algo momentanio.Todos acham alguma coisa sobre isso, os jornais le-se artigos e charges e na escola tu ouve teus professores satirizarem e banalizarem tal fato.
Nesse lugar onde tu vives, para puxar assunto com o vendedor de churros fala-se do tempo ou dessa tal ciosa, é batata!
(Continue lendo...)



Ósculos e amplexos...

PS: Eu sei que faz muito tempo que eu não posto nada, para variar um pouco, mas quando se mistura preguiça com pouco tempo livre o resultado é este. Tenho algumas coisas escritas, e muitas e muitas coisas para escrever. Desculpe-me novamente...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Experiências de minha vida VII




Voltei a fazer os “estágios”, apesar de jogar com os meninos relativamente com freqüência. Tentei me reaproximar das minhas duas amigas da primeira e segunda série,e consegui, mas elas estavam diferentes. Elas eram de outra sala, e na sala delas entrou um menino que uma delas gostava, e andava sempre com elas. O amigo deste menino, que era do meu ônibus antes de eu mudar para o do meu melhor amigo, começou a gostar de mim e – coisas de criança – ficava me seguindo direto, todos os recreios. Era eu e minhas amigas e os dois atrás.

Até que um dia o amigo dele pediu pra “namorar” minha amiga e ela aceitou. Quando eu fui esperá-las na porta da sala delas, o “namorado” da minha amiga falou que o amigo dele também queria ser meu “namorado/ficante”. Hesitei, mas no mesmo segundo minha amiga falou: ”È só que nem eu e ele, não é bem namorar...” Aí eu falei que tudo bem, mas até hoje não sei bem o motivo, eu não gostava dele, não era apaixonada por ele como ele era por mim. Ele nem era tão bonito. Acho que aceitei mais porque ele era um dos únicos meninos legais comigo, e eu tinha bastante atenção dele. Não me lembro de ter dado um sequer beijo na bochecha dele, sequer na boca. Não devo ter nem encostado na mão dele. Nosso “namoro” era a base de cartinhas e presentinhos.

Quando contei para minha mãe, por um bilhete colocado embaixo da porta, e escrito “confidencial” na parte de fora, ela logo foi espalhar para a família inteira. Não demorou nada para a encheção de saco por parte da família, e deboches na escola, começarem. “Ai traga ele para almoçar!”, “Vocês trocam bastante cartinha?”. E ele era ruivo, então sempre o chamavam, em casa e na escola, de “enferrujadinho”, “foguinho”... Fiz meu aniversário na chácara do meu avô, chamei todos os meus amigos, o “namorado” da minha amiga e ele. E, claro, a família toda queria saber quem era, e se era bonito, e educado, e se “aprovavam” e blá blá blá. Um saco!

Foi neste mesmo dia que ajudei minha amiga a dar o primeiro beijo dela. Ajudei como? Não pense besteira! Eu fui com ela e o “namorado” dela para um canto que não tinha ninguém e que ninguém ia, mas meu tio e meu priminho apareceram perto, então fui “despistá-los”. Fiquei sabendo depois que eles tinham se beijado.

Depois de três meses o nosso “namoro” acabou. É, aquilo que não tinha começado e nem acontecido acabou. Pelo que eu lembro, foi porque minha amiga descobriu que ele ia “terminar” comigo e me contou, conversei com ela e decidi dar um pé na bunda dele antes de tomar um.

Historinha boba, namorico de criança, mas é o que aconteceu, resumindo.

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Ósculos e amplexos...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Enquete hackeada, lei aprovada...




Li há algumas horas no
Parada Lésbica que a enquete promovida pelo Senado Federal foi hackeada, mas acabo de ler no blog InsanaMente Lúcida que a lei que criminaliza a homofobia foi aprovada. Agora estou sem muito tempo para comentar estes fatos, mas outra hora faço outro post para isto.

Leia:




Ósculos e amplexos...

sábado, 7 de novembro de 2009

Problema meu, problema seu, problema nosso!


Fazendo uma pausa na série de “Experiências de minha vida” (de novo) para um aviso importante sobre a lei contra a homofobia:

Lei contra a homofobia – Isso SIM é problema seu!


Ontem, o site do senado, lançou uma enquete sobre o projeto de Lei que pune a homofobia como crime e estamos PERDENDO.

É decepcionante chegar lá e ver que os que votam contra estão ganhando nesse momento com gritantes 62%.

Se todo gay, lésbica, simpatizante, fizer sua parte, temos como vencer esta pequena batalha.

Esta é uma forma de mostrar aos políticos o como a aprovação desta lei é importante, então, convoque todas as amigas, todos os parentes, todo mundo que você sabe que tem um mínimo de consciência, o mínimo de compaixão, o mínimo de bom senso e peça para votarem o máximo que puderem.

Acesse agora o site do Senado clicando aqui.

Desça a página e procure no lado direito pela opção: Enquete e vote em SIM, que significa que você é a favor da aprovação da lei.

Não podemos deixar a homofobia vencer mais esta!

Vote, divulgue e LUTE, porque isso sim é um verdadeiro problema SEU e de todas nós.

Texto retirado do Parada Lésbica – O Portal das Lésbicas, e postado originalmente pela Del, Editora do Site.


Ósculos e amplexos...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Experiências de minha vida VI



Quarta série. Muitas mudanças, algumas boas, outras ruins. Como tudo na vida, o lado bom e o ruim.

A sala era em outro prédio. Ao invés de uma professora para todas as matérias, começamos a ter aula com um professor por matéria... Misturaram novamente as salas, e eu não conhecia a maioria dos meus colegas de classe, fora os que eram novos e que eu nunca tinha visto na vida.

Um dos alunos novos da minha sala, depois de eu mudar de ônibus, era do mesmo que o meu, e não demorou muito para virarmos melhores amigos. Os outros meninos da sala, uns que eu conhecia de vista, pois eram de outras salas no ano anterior, e outros novos, eram muito mais legais. Já no recreio do primeiro dia de aula me deixaram jogar futebol, e consegui alguns créditos com eles logo de cara. Por sorte, joguei tão bem naquele dia que eles perguntavam se eu era filha do Ronaldo. Claro que fiquei feliz da vida.

Eu e o meu amigo conversávamos e brincávamos todos os dias, indo para a aula, durante a aula e depois da aula. Sentávamos em carteiras próximas na sala, e ficamos muito amigos de outro menino que sentava perto de nós. Não nos separávamos, todos os recreios nós estávamos juntos.

Como eu citei antes, acho que foi no ano anterior que começaram os “maria-macho” e “sapatão”, porém eu não ligava muito. Mas não demorou para as coisas pro meu lado piorarem, e não foi pouco. Os apelidos e ofensas foram ficando mais freqüentes e cada vez mais horríveis, eu chegava a ser excluída de alguns jogos e brincadeiras nos recreios. Gente de outras salas e séries, principalmente os meninos, sempre que me viam falavam alguma coisa no ouvido dos amigos e até mesmo aos quatro ventos...

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Ósculos e amplexos...

PS: Sei que eu fiquei mais de um mês sem escrever, mas hoje acabei me empolgando e consegui separar tudo que escrevi em três partes. Esta parte não é das melhores, mas se eu juntasse tudo ficaria muito grande e confuso.

Peço perdão, novamente, e comente pelo menos para eu saber que alguém leu...