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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Afinal, que diz a lei contra a homofobia?

Preciso e pretendo continuar escrevendo, mas hoje acabei me entretendo com alguns vídeos do ''Dedilhadas'', e acabei caindo, não sei como, no ''Pega no meu blog''


Afinal, que diz a lei contra a homofobia?
''Entre a extensa lista de citações do filósofo grego Aristóteles, uma é essencial para que todo este texto faça sentido: “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”. Ser gay não é o único motivo que me faz acreditar que o projeto de lei substitutivo 122, de 2006, adiciona a discriminação aos homossexuais a lista de crimes da lei º 7.716 seja benéfico para toda a sociedade. O que me faz acreditar neste projeto é seu texto, claro, conciso e objetivo.

Ao contrário do que vociferam pastores evangélicos Brasil a fora, como Silas Malafaia e o senador Magno Malta (PR/ES), a PL122 não torna os gays uma ‘categoria intocável’. A discriminação por orientação sexual (homo/bi/trans e hetero) passa a incorporar o texto de uma lei já existente, que pune o preconceito por raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero e sexo. Aprovada a modificação, a lei ganha o texto ‘orientação sexual e identidade de gênero’ como complemento.''

(Continuação...)
Parabéns e muito obrigada, William De Lucca Martinez, pelo excelente texto...

Ósculos e amplexos...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Experiências de minha vida X


Sexta série. Sala nova, alguns professores novos. tutora (professora que acompanhava a gente no período da manhã) nova. Alguns amigos novos, outros ‘’amigos’’ novos. Nada muito diferente dos outros anos. A encheção de saco continuava e aumentava. Xingamentos e ofensas vieram com os ‘’amigos’’ novos.

Uma coisa importante, que jamais esquecerei, aconteceu a partir da metade desse ano, a partir das férias de julho. Peguei um filme na locadora que, pode-se dizer, mudou bastante coisa. Não sei explicar. Sempre gostei de filmes de ação e aventura, aqueles que podem até ser chamados de ‘’filmes de menino’’, e por mais impossíveis que sejam as cenas de alguns, gosto bastante de assistir e viajar com eles – acho que tenho uma ‘’Sindrome de Herói’’ -. Peguei Lara Croft Tomb Raider. Claro, filme de ação com uma mulher foda e linda na capa, mas tudo isso no ‘’inconsciente’’, ou sabe-se lá onde. Uns tempos antes uma amiga minha tinha me chamado para assistir o mesmo filme no cinema, lembrei disso, o que ajudou na minha escolha. Impressionei-me, apaixonei. Depois de ver esse filme fui pesquisar mais sobre ele e sobre a atriz, claro. Mal sabia... A partir daí não fazia outra coisa no computador, era Angelina Jolie para cá, Angelina Jolie para lá. Sites e mais sites sobre ela. Todo o meu tempo no computador era pesquisando sobre ela, salvando fotos e mais fotos dela. Era a mais nova fã da atriz. Fã completamente apaixonada mesmo. Não pensava em outra coisa, não fazia outra coisa, minha vida era isso. ‘’Virei’’ canhota por ela também ser. Coisas até absurdas e, só hoje eu vejo, ridículas, muito ridículas. Por essa história de ‘’ser’’ canhota minha professora de matemática (uma das únicas professoras de matemática que já gostei e me fizeram gostar da matéria. Nunca esquecerei dela.) me deu uma ‘’bronca’’. Umas na verdade. Em uma prova minha ela escreveu: ‘’Escreva com a outra mão, fica melhor’’ ou algo assim. Um dia cheguei em casa e minha mãe estava no meu quarto estudando. Pediu para que eu pegasse um ‘’papel’’ pra ela na sala, embaixo do vaso de flores. Era a prova. ‘’Pronto, me ferrei!’’. Senti que ia levar bronca. Ela perguntou o que era aquilo e tudo mais, se estava fazendo aquilo por causa da Jolie, que não era pra eu fazer aquilo e mais tantas coisas e broncas que levei antes e depois disso, algumas tentativas de ‘’lavagem cerebral’’ e por aí vai...

Acho até que essa prova foi no dia que minha turma perdeu os jogos, que tinham todo ano entre as turmas, de futsal para a turma da minha amiga. Lembro que às vezes desenhava as tatuagens da Jolie nos meus braços - coisa de fã que não tem mais nada com o que se preocupar – e esse foi um desses dias. Jogamos e perdemos, chorei. Até meu pai tinha ido ver o jogo, era a final. Os inspetores todos torcendo para minha turma, me chamando na lateral da quadra para dar dica... Na outra turma tinha umas 4 meninas que sabiam jogar, na minha turma tinha só eu que jogava mesmo. Apesar das amigas da minha sala se esforçarem para jogar comigo, e termos jogado melhor que a outra turma, acabamos perdendo. Eu até tinha chamado minha professora de matemática, fanática por futebol, para assistir, eu estava otimista. A aula depois do nosso jogo era justamente a de matemática. Fiquei a fatídica prova, praticamente toda, chorando, até tomar uma bronca da professora que eu tanto gostava por ser apenas um jogo. Claro que estava chorando. Acreditava que, se minha turma ganhasse, os professores de Educação Física montariam um time de futsal feminino, como deveriam ter montado no ano anterior. Obviamente o tal time não seria montado nem que ganhássemos.

Enfim, acabou o ano. Mais um ano sofrido por causa dos meus ‘’amigos’’. Sozinha, como sempre. Férias. Mais tempo de computador. Mais pesquisas, comunidades no Orkut, fotos, fotos, informações, Orkut. E acabei conhecendo bastante gente por causa da Jolie, por sermos fanáticos em comum. Alguns muito mais importantes que o resto. Viramos amigos mesmo. Meus primeiros e únicos amigos de verdade até aquele tempo. Conheci aos poucos, desconhecidos, um por um. Primeiro uma menina da minha cidade, 3 anos mais velha que eu. Ela me mandou um scrap por ter me encontrado em muitas comunidades que ela também estava e começamos a conversar. Viramos melhores amigas. Ela já tinha uma melhor amiga, mas acho que eu acabei virando também. Passávamos horas conversando no MSN, vários e vários scraps no Orkut... Pouco depois, um mês ou pouco mais, conheci outra menina, pelo mesmo motivo, mas que não morava na mesma cidade que eu. E aí começaram meus ‘’amigos virtuais’’. Conheci mais alguns amigos por elas, todos de outras cidades. Dois meninos e mais duas meninas. Conversava horas e horas com eles, eles também conversavam entre eles, todos amigos uns dos outros, amigos de verdade. Nossas conversas não se resumiam somente a Angelina Jolie, conversávamos sobre tudo. Eram meus amigos verdadeiros, os únicos. Não largava o computador, e só largava quando meu pai brigava e me mandava dormir porque estava tarde. Um tempo depois conheci mais duas meninas, acho que não foi exatamente nesse ano, mas fazem parte desse capitulo da minha história.

Enfim, deve estar tudo muito confuso e bagunçado e resumido e com vícios de linguagem e uma droga, mas, como já mencionei, conforme eu for lembrando algum detalhe ou acontecimentos específicos escrevo depois em postagens futuras no blog. Apesar de demorar a escrever e atualizar aqui, pretendo manter esse meu canto por muito tempo.

Ósculos e amplexos...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Experiências de minha vida IX


Depois de muito tempo sem escrever e algum tempo depois das minhas desculpas (‘’O Retorno!’’), volto com as ''Experiências de minha vida’’. Parei na quarta série. Não lembro muitos detalhes da sequência, da quinta série.

Alguns professores novos, diferentes. Alguns amigos novos, as salas continuaram praticamente as mesmas. Alguns ‘’amigos’’ novos. Nada diferente do que ocorre todos os anos: conhecemos gente nova. Não consigo lembrar nada muito importante que aconteceu esse ano.

Uma coisa que veio agora na minha cabeça, mas não tenho certeza. Não tenho certeza se uma professora, estagiária que virou muito amiga minha entrou na escola, como ‘’tutora’’, nesse ano ou no seguinte. Enfim, não lembro porque na verdade conheci ela mesmo algum tempo depois dela ter começado a trabalhar lá. Ela vai, com certeza, aparecer em mais alguns capítulos.

A única coisa que consegui lembrar mesmo que ocorreu nesse ano foi o time da escola, treinamento. Já praticávamos esportes na escola, tínhamos as aulas semanais e os professores acompanhando, mas isso era diferente.

Lembro do coordenador de Educação Física (que tinha sido nosso professor no ano anterior) entrando na sala logo no começo do ano e falando: ‘’Esse ano tem novidade pra vocês, que já estão na quinta série, são os treinamentos. Futsal masculino [óbvio], vôlei feminino [óbvio], basquete masculino [óbvio] e handebol feminino.’’ E o futsal feminino e o vôlei masculino? Como assim? Claro que esperei ele terminar de falar, né? ‘’São os times que representam o colégio nas competições com os outros colégios, quem quiser se inscrever para as seletivas vai na sala da Educação Física pegar o papel, e vou deixar aqui no mural o dia e o horário da seletiva de cada modalidade. Alguma pergunta?’’ Eu, claro. ‘’Professor, não tem futsal feminino?’’ ‘’Não tem.’’ Lembro que quase chorei quando ele falou isso, e falou sem as brincadeiras que ele sempre fez. ‘’Posso fazer futsal masculino então?’’ ‘’Não pode.’’ Lembro também dos meus amigos falando ‘’Ah, é só você dar um jeito de esconder o cabelo, fazer uma voz mais grossa e você vai lá jogar com a gente.’’ Dei risada, claro, era uma boa idéia, mas não funcionaria. Ri pra disfarçar meu nervosismo, minha raiva. Injustiça! Estava há mais de um ano pedindo para ele fazer um time desses de futsal feminino. Depois dessa tive certeza que ele não se esforçou muito pra conseguir o que eu tanto queria e tanto pedi...

Antes de sair da sala ele perguntou quem estava interessado em participar de qual seletiva, para ter no controle ou sei lá. Meus amigos levantaram a mão para futsal masculino, alguns para basquete, algumas para vôlei, e não lembro se mais alguém, mas levantei a mão para handebol. Pois é, não era o que eu queria, mas sempre gostei de todos os esportes e queria fazer parte de algum desses times. Entre vôlei e handebol preferia handebol. Gostava de handebol, mas não tanto quanto futsal.

Enfim, chegou o dia da seletiva, um sábado de manhã, minha mãe me levou e, claro, ficou por lá, assistindo. Bastante gente lá. Nesse horário eram as meninas do meu ano e as meninas um ano mais velhas, éramos da mesma categoria. Quando cheguei lá percebi que era uma coisa mais séria mesmo, que não era como quando jogávamos na escola, nas aulas de educação física. Primeiramente, era em outra unidade do meu colégio, no local do treinamento. Quando a ‘’atleta’’ chegava na quadra tinha a lista com as inscritas, então nos davam um papel com nosso número de inscrição – como em maratona, triátlon, olimpíadas, sei lá, essas competições que o atleta fica com um papel grudado nas costas -,para colar nas costas. Gostei, achei legal por ser uma coisa mais ‘‘séria’’ mesmo. Começou. Alongamentos, lançamentos, duplas... Os fundamentos todos do handebol. E alguns professores nos ‘’assistindo’’ e, com certeza, avaliando. Uma seletiva mesmo, como aquelas peneiras de clubes esportivos. Levei a sério, dei o melhor de mim, tentava fazer tudo certinho pra me escolherem. Colocaram a gente em times para jogar. Jogamos bastante tempo, acho que trocaram os times e tudo mais, mas o time que eu estava não tinha goleira, então ficaram revezando. Uma hora resolvi ir no gol, só pra brincar mesmo, afinal, já estávamos jogando fazia tempo então já tinham me visto jogando, fui brincar no gol um pouco. Mandei bem, não só na linha como no gol também. Sem nenhuma técnica de goleiro de handebol, mas mandei bem. Lembro que uma hora ouvi um professor falando para o outro: ‘’Essa menina é estilosa’’ ou algo assim. Me achei o máximo, claro.

Acabou a seletiva, e não lembro como fiquei sabendo, mas me chamaram para fazer parte do time. Uns anos depois, esses dias, descobri que fiquei em primeiro entre as meninas da minha categoria. Nem sabia que existia um ranking ou algo assim, mas achei no site do colégio esses tempos atrás.

Os treinos eram à noite, íamos depois das aulas com o ‘’ônibus do treino’’ direto para a unidade (um pouco longe da minha casa) que treinávamos, no mesmo dia e horário das meninas do vôlei. Acabei ficando como goleira mesmo, gostei mais e mandava melhor. Gostava de treinar, apesar de preferir treinar futsal a handebol. Mas meu pai não gostou muito da idéia desses treinos, reclamava que eu usava óculos e era goleira. Tentei jogar na linha, mas não dava, eu era muito pequena e não gostava tanto. Acabei fazendo um trato com meu pai e minha mãe. Combinamos que se eu saísse do treino de handebol eles me colocavam em alguma escolinha de futebol. Óbvio que parei com o handebol. E óbvio que não me colocaram em escolinha de futebol porcaria nenhuma! Claro que me enrolaram. Com a desculpa de ‘’lembra quando levamos você naquela escolinha, quando você tinha oito anos, e só tinha meninas de 16, muito maiores que você?’’ Não fiquei muito tempo no time de handebol. Saí antes de começar alguma competição.

E acho que foi isso mesmo. Gostaria de ter escrito isso tudo enquanto as coisas aconteciam, claro que nesse caso seria um diário, mas lembraria as coisas que aconteceram, por isso quero ‘’terminar’’ logo essa ‘’série’’, como já mencionei tantas vezes.
Enfim, conforme eu for lembrando, caso tenha mais alguma coisa pra lembrar, dou um jeito de escrever, ou até mesmo acabo escrevendo em postagens futuras.

Ósculos e amplexos...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Experiências de minha vida VIII



Levando a história à outro rumo, continuando o último parágrafo da sexta parte, pois depois daquele parágrafo a história toma dois caminhos que podem ser considerados paralelos...

Como eu citei antes, acho que foi no ano anterior que começaram os “maria-macho” e “sapatão”, porém eu não ligava muito. Mas não demorou muito para as coisas pro meu lado piorarem, e muito. Os apelidos e ofensas foram ficando mais freqüentes e cada vez piores, eu chegava a ser excluída de alguns jogos e brincadeiras nos recreios. Gente de outras salas e séries, principalmente os meninos, sempre que me viam falavam alguma coisa no ouvido dos amigos ou até mesmo aos quatro ventos...

O que eu fazia? Só mandá-los calarem a boca não era mais o suficiente, então tive que aprender a me defender. Ainda bem que aos 10 anos meninos e meninas não tem muita diferença com relação ao físico, tornando as agressões físicas o menor dos problemas. Na verdade, descobri uns anos depois, a duras penas, que para nos defendermos de um menino tem que ser no físico, e de uma menina no psicológico, mental... Como? Esta é história para outra hora. Mas enfim, tendo em mente que para os meninos pararem de me ofender eu tinha que ganhar deles em alguma coisa, ou até mesmo ameaçar batê-los, alguns constrangimentos foram evitados graças a minhas habilidades físicas e força maior que a da maioria deles, naquela época.

Não pense que uma coisa dessas é um absurdo, eu estava simplesmente me defendendo do que, para mim, era a maior ofensa de todas. Classificava isso tudo como xingamento, e o pior deles. Óbvio, nos círculos sociais em que eu vivia, que eram somente a família e a escola, o termo “sapatão”, por exemplo, era utilizado para denegrir a imagem da mulher. Um termo utilizado somente no sentido pejorativo e em tom de deboche. Utilizado simplesmente para humilhar. Assim como “bicha”, “viado”, “boiola”...

Sofri muito e negava até a morte. Sapatão na minha cabeça, e na cabeça dos que me rodeavam, era, e para alguns ignorantes ainda é, aquele ser asqueroso, repugnante. Nasceu mulher, mas tem inveja dos homens porque queria ser um deles. Mulher que não tem a capacidade de conquistar um homem, que não merece respeito algum. Mulher-macho, maria-macho, sapatão, sapata, lésbica, homossexual é, como meu pai sempre falou e não sei se um dia vai parar de falar, um aborto da natureza. Isso mesmo, ele usa exatamente estas palavras: aborto da natureza. Abominável! Detestável!

Uma doença, um absurdo. Não é certo, é anormal. Deus fez o homem para a mulher e a mulher para o homem, é a lei da natureza. Está na bíblia, Deus falou está falado! É imoral! Estamos no mundo somente com um propósito: reprodução! Nosso dever é difundir a raça humana!

Não é surpresa alguma que tudo isso veio de família italiana, mais do que preconceituosa, ignorante, cheia de dogmas católicos como crença... E o preconceito e ignorância de tal família não é só com homossexuais, claro que juntamente no topo da “Lista do Ódio” deles ainda estão os negros. E a lista não para por aí, os “pobres” também estão nela. Sem esquecer os outros povos e minorias do planeta. É, tive a sorte de nascer uma homossexual numa daquelas famílias bem tradicionais, mais do que conservadoras, em que tudo fora dos padrões de vida perfeita e modelo é execrável! O que é uma vida modelo, uma pessoa perfeita? Branca, claro. As mulheres? Casadas com um marido rico, um médico ou advogado, com filhos lindos e educados. Família digna de inveja. Separação? Nem pensar! “Não existe gente separada na minha família!”, diria minha avó.

Aparências? Claro que importam! O que os conhecidos vão pensar quando souberem que ela se separou do marido perfeito que a mãe pediu a Deus? O que os vizinhos vão pensar da mulher que já passou dos 30 e ainda não casou? Não pode! Tem que casar, constituir uma família! Imagine então um homossexual na família... Sem maiores comentários, faltam-me palavras para descrever tamanha indignação, e acho que não estou em um dia tão bom para proferir palavras contra tudo isso. Contra tanta ignorância...

Quando estiver em um dia melhor para isso, leia-se: com mais raiva disso tudo, você saberá, com certeza. Enquanto isso tento “terminar” de escrever as “Experiências de minha vida”, estou com pressa para isso... Por que? Preciso chegar nos dias de hoje para explicar melhor, não quero pular nada...

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Ósculos e amplexos...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ó pátria amada, idolatrada e homofóbica!



Acabei de ler um texto muito bom de Warley Matias de Souza, aluno do curso de Letras da UFMG, no blog “Consciência Lésbica”. Adorei o título, que não sei se é o título da postagem do blog ou o título do próprio texto. Enfim, o texto é grande, também fiquei com preguiça de lê-lo, mas vale à pena. É um desabafo quanto ao resultado da enquete promovida pelo Senado Federal sobre a Lei PLC 122/06. Leia!



No último mês de novembro, foi feita uma enquete no site do Senado Federal, que fazia a seguinte pergunta: “Você é a favor do PLC 122/ 06, que torna crime o preconceito contra homossexuais?”. Previsivelmente, o resultado foi 48% a favor e 52% contra. Dos quase 200 milhões de brasileiros, 465.326 responderam à enquete. E entre essas milhares de pessoas, a maioria quer que o “preconceito contra os homossexuais” não seja crime.
Esses defensores do preconceito, na prática, estão defendendo e aprovando as humilhações, os espancamentos e os assassinatos de indivíduos homoeroticamente inclinados. Ou seja, como sempre, em nosso país, nem sempre o crime é crime, depende de quem o pratica. Lê-se, a partir do resultado dessa enquete, que o homófobo é um cidadão de bem, apesar de humilhar, espancar e até matar pessoas homoeroticamente inclinadas. Não sou dado a efusões; mas não posso evitar: “Ai, que vergonha eu sinto deste meu país!”.
(Continue lendo...)



Sem mais, comente.

Ósculos e amplexos...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

1º de Dezembro - Dia Mundial de Luta contra a AIDS



Sim, eu sei que hoje já é dia 2, mas eu acabei não postando nem uma foto ontem. Então, como acabei de achar um vídeo sobre a campanha no blog “[writing is rewriting]”, e, dando uma passada pelo “Ingrediente Desviante”, lembrei que semana passada vi outro vídeo sobre pessoas vivendo com HIV, mas de uma campanha da ONU – Igual a você, estão aí os links para você assistir.

No canal da UNAIDS no youtube tem outros vídeos da mesma campanha, mas focando o preconceito contra: transexuais e travestis, refugiados, profissionais do sexo, população negra, estudantes, crianças vivendo com HIV e, claro, lésbicas e gays. Apesar dos vídeos usarem praticamente o mesmo texto, vale à pena conferir.

Aproveito este post para indicar um livro sobre o tema. “Depois daquela viagem”, de Valéria Piassa Polizzi. Provavelmente farei outro post sobre ele, não escreverei muito para não entregar o livro, mas eu gostei muito, e todos que eu conheço que leram também gostaram.

Ósculos e amplexos...

PS: Como ainda não descobri como colocar vídeo nas postagens os links estão aí no texto.

PS2: Procurando fotos, no Google Images, para esta postagem, achei um blog que ainda não li muito, mas que tem uma postagem informativa sobre a AIDS e, como disse a própria autora do blog, com imagens geniais, apesar de fortes.